
A defesa sanitária no campo ganha protagonismo em Santa Catarina ao longo do mês de maio com uma campanha que busca fortalecer políticas públicas voltadas à sanidade animal e vegetal. A iniciativa, liderada pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), também pretende evidenciar a importância da agropecuária na garantia de alimentos seguros para a população.
O tema foi discutido na terça-feira (5) durante reunião da Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural da Assembleia Legislativa. O encontro reuniu autoridades e técnicos da área, entre eles a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, e o engenheiro agrônomo Alexandre Mess, gestor do Departamento Estadual de Defesa Sanitária Vegetal.
Proposta pelo presidente da comissão, deputado Altair da Silva (PP), a mobilização busca envolver o Parlamento nas ações programadas para o mês. O foco está na sanidade agropecuária e na sua relação direta com a saúde pública. Segundo o parlamentar, a defesa sanitária deve ser tratada como política de Estado.
Altair destacou que Santa Catarina é referência nacional no setor, com forte comprometimento na área. Ele ressaltou ainda o papel da Cidasc na condução dessas ações e defendeu o uso do mês de maio para ampliar iniciativas que impactam diretamente a saúde da população.
“Santa Catarina é referência e tem um comprometimento efetivo com a sanidade animal e vegetal. A Cidasc lidera esse trabalho com excelência, sendo referência nacional. Vamos aproveitar o mês de maio para intensificar ações que representam saúde para os catarinenses”, disse o parlamentar.
Em 2026, a campanha chega à quarta edição, após ser instituída pela Lei Estadual 18.484/2022. O conceito de Saúde Única é o eixo central da mobilização, integrando solo, plantas, animais, meio ambiente e seres humanos. A proposta reforça que a segurança dos alimentos começa ainda na origem da produção.
Antes de chegar à mesa do consumidor, há um trabalho técnico contínuo realizado por profissionais da Cidasc. As equipes monitoram lavouras, acompanham a saúde dos rebanhos, fiscalizam agroindústrias, orientam produtores e atuam na prevenção de pragas e doenças que podem afetar tanto a produção quanto a saúde pública.
De acordo com Celles Regina de Matos, a campanha também tem o objetivo de aproximar a sociedade desse processo.
“A defesa agropecuária está diretamente ligada à saúde das pessoas.Quando protegemos lavouras, rebanhos e o ambiente, garantimos alimentos seguros e qualidade de vida”, destacou.
A presidente também enfatizou a importância da conscientização e do diálogo com a população. Segundo ela, o mês de maio representa uma oportunidade para ampliar o entendimento sobre a sanidade agropecuária, inclusive com ações voltadas ao ambiente escolar.
Os números do setor reforçam sua relevância para o estado. Cerca de 65% das exportações catarinenses têm origem no agronegócio, consolidando a credibilidade internacional de Santa Catarina. A proteína animal produzida no estado está presente em 152 países, e o setor de suínos, sozinho, movimenta mais de R$10 bilhões em exportações.











