
Com forte presença nas mesas durante o inverno, o pinhão vai muito além de um alimento típico em Santa Catarina. A semente da araucária tem se consolidado como um importante ativo econômico e símbolo cultural, movimentando a economia e garantindo sustento para milhares de famílias, especialmente no meio rural.
Atualmente, o estado registra uma produção anual próxima de 5 mil toneladas, envolvendo mais de 10 mil famílias, em sua maioria ligadas à agricultura familiar. Esse cenário reforça o papel estratégico do pinhão, que alia tradição, geração de renda e valorização das práticas regionais.
Nos últimos anos, o poder público intensificou ações para fortalecer o segmento, apostando em políticas que combinam incentivo econômico com o reconhecimento da importância cultural do produto. Um dos principais instrumentos nesse processo é a Lei 15.465/2011, que isenta da cobrança do ICMS as operações internas e interestaduais de saída do pinhão em estado natural.
A medida tem como objetivo estimular a comercialização, ampliar a competitividade no mercado e aumentar a renda dos produtores, beneficiando principalmente pequenos agricultores que dependem diretamente da safra para garantir o sustento.

Santa Catarina está entre os principais produtores de pinhão do país. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam que o estado é responsável por 34,9% da produção nacional. Somente em 2025, foram colhidas cerca de 5,4 mil toneladas, gerando uma renda superior a R$32 milhões.
Apesar da relevância econômica, ainda não há dados oficiais precisos sobre o número total de produtores. No entanto, estimativas indicam que aproximadamente 30% dos agricultores do Planalto Serrano dependem, total ou parcialmente, da coleta do pinhão como fonte de subsistência.
Diante desse panorama, o pinhão segue ganhando protagonismo, não apenas como tradição gastronômica, mas como elemento essencial para o desenvolvimento econômico e social de diversas regiões catarinenses.







