
Uma tradição passada por gerações! No interior de Saudades a família Bernardy é toda envolvida pela cultura do Rio Grande do Sul, e uma imensa paixão por cavalos que continua sendo a representatividade de uma vida dedicada aos costumes tradicionalistas. Tudo começou através do bisavô, passando ao avô Mário Bernardy que residia no estado gaúcho e se mudou para Santa Catarina e continuou se dedicando à cultura, carreiras de cavalos e a rodeios. Com 74 anos, ele participa de provas de laço.
Um dos filhos de Mário, o seu Claudiomiro participou da primeira prova de gineteada logo na infância. Ele teve três filhos, os dois Claudine e Claudinei ainda cultivam o gosto deixado pelos seus antepassados. Claudinei conquistou ao todo mais de 150 troféus em competição de laço, somando provas individuais, junto ao avô e também na participação do pai.

“Depois de muito tempo que o meu avô tinha parado de laçar, veio a modalidade de avô e neto, eu o convidei para ir comigo, então no primeiro rodeio que fomos em Xaxim á nos consagramos campeões, e dali em diante ganhamos vários prêmios, e com isso fico muito feliz de levar ele junto, também tem meu pai que laçou ‘pai e filho’ comigo e conseguimos juntos vários troféus”, disse emocionado.
O pequeno Henrique de três anos, é filho de Claudine e já é aficionado pelo tradicionalismo e tem um gosto diferente por animais, quando vai a eventos usa a inseparável bombacha, confeccionada pela sua bisavó Romilda, que as faz manualmente com muito amor e eficiência.
“O meu bisavô ele sempre teve cavalos, eles usavam para manejo, trabalho, então o meu avô desde os cinco anos admira isso, e tudo o que a gente tem hoje veio dele, tudo que a gente conheceu, desde sempre andando de cavalo, ele foi um dos sócios fundadores do CTG Galpão da Amizade de Saudades e com muito orgulho a nossa família toda ingressou nesse meio, desde que eu me conheço por gente, vamos nos rodeios, no começo eu lembro que eu ia com meu pai às vezes contra a vontade de muita gente porque eu era uma menina era muito pequena, então não tinha lugar, mas ele nos levava mesmo assim”, finalizou Claudine.

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