
O avanço das fraudes financeiras no ambiente digital tem encontrado no sistema de pagamentos instantâneos Pix um dos principais canais de atuação dos criminosos. Segundo alerta divulgado na segunda edição do relatório A Jornada dos Golpes, golpistas têm intensificado estratégias baseadas na promessa de “dinheiro fácil” e em abordagens que exploram a confiança das vítimas para obter transferências indevidas.
A conclusão foi baseada em um levantamento realizado pela empresa de cibersegurança Kaspersky com usuários brasileiros. Os participantes foram questionados sobre os tipos de golpes que já receberam ou identificaram no ambiente digital.
De acordo com as informações, os golpes mais recorrentes envolvem ofertas falsas de ganhos rápidos, investimentos inexistentes e supostas liberações de benefícios ou serviços. Em muitos casos, os criminosos induzem as vítimas a realizar transferências via Pix sob a justificativa de taxas, desbloqueios ou confirmação de cadastro, utilizando linguagem persuasiva e sensação de urgência para acelerar a decisão.
As autoridades destacam que a popularização do Pix, amplamente utilizado no Brasil por sua rapidez e disponibilidade 24 horas, também contribuiu para o aumento da sofisticação das fraudes. O sistema se tornou o meio preferido dos golpistas por permitir transações instantâneas, o que dificulta a reversão dos valores após o envio.
Especialistas em segurança digital reforçam que os crimes têm evoluído com o uso de técnicas de engenharia social, nas quais os golpistas manipulam emoções como medo, ganância ou urgência para convencer as vítimas a agir sem verificar a veracidade das informações.
O alerta geral é para que usuários desconfiem de promessas de ganhos fáceis, evitem repassar dados pessoais ou bancários e confirmem qualquer solicitação diretamente em canais oficiais antes de realizar transferências.



