Inadimplência recua em Santa Catarina, mas endividamento das famílias aumenta em agosto
Pesquisa da Fecomércio SC aponta queda de 1,4 ponto percentual na inadimplência, enquanto percentual de famílias com dívidas chegou a 78,4%
Endividamento cresce no Estado, enquanto número de famílias sem condições de quitar atrasos recua (Foto por Divulgação)
A inadimplência entre as famílias de Santa Catarina recuou em agosto, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pela Fecomércio SC. O índice caiu para 22,2%, uma redução de 1,4 ponto percentual em relação a julho.
O resultado catarinense ficou abaixo da média nacional, que chegou a 29,9% no mesmo período.Apesar da queda na inadimplência, o percentual de famílias que possuem algum tipo de dívida aumentou. Em agosto, 78,4% das famílias catarinenses estavam endividadas, alta de 1,5 ponto percentual em relação ao mês anterior. Na comparação com agosto de 2025, o crescimento foi de 6,9%.
De acordo com a Fecomércio SC, os números indicam que as famílias estão conseguindo administrar melhor as dívidas, embora o nível de endividamento continue elevado.
Outro indicador reforça esse cenário. O percentual de famílias que afirmaram não ter condições de pagar as dívidas em atraso caiu de 9,5% em julho para 8,7% em agosto. No Brasil, esse índice foi de 12,5%.
Segundo o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, a redução da inadimplência aproxima o indicador dos níveis históricos registrados no Estado. Ele também destacou que o cenário exige cautela nas decisões de consumo e investimento.
Cartão de crédito lidera
Entre as modalidades de dívida, o cartão de crédito continua sendo a principal forma de endividamento dos catarinenses, presente em 70,2% dos casos. Apesar da liderança, houve redução na participação dessa modalidade em relação ao mesmo período do ano anterior.
A pesquisa também apontou que o comprometimento médio da renda das famílias catarinenses com o pagamento de dívidas ficou em 29,9%. Já o tempo médio de atraso das contas foi de 63,9 dias, pouco mais de dois meses.
Os dados mostram, portanto, um cenário de redução da inadimplência e melhora na capacidade de pagamento, ao mesmo tempo em que cresce o número de famílias que possuem compromissos financeiros.
Continue por aqui
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.















