O governo federal anunciou nesta segunda-feira (4) uma nova etapa do programa Desenrola, chamada de “Novo Desenrola”, que traz como principal novidade a possibilidade de utilização de parte do saldo do FGTS para reduzir o endividamento dos trabalhadores.
Pelas novas regras, o trabalhador poderá utilizar até 20% do saldo disponível em sua conta do FGTS ou o valor de até R$ 1 mil — prevalecendo o que for maior — para quitar total ou parcialmente suas dívidas. A medida busca ampliar o acesso à renegociação e oferecer condições mais vantajosas para quem enfrenta dificuldades financeiras.
Para garantir que os recursos sejam efetivamente destinados ao pagamento das dívidas, a Caixa Econômica Federal será responsável por transferir diretamente os valores do FGTS para a instituição financeira onde o débito está registrado.
Antes disso, o trabalhador deverá aderir formalmente ao programa e negociar as condições com o banco credor.
Segundo o governo, essa exigência tem como objetivo proteger o consumidor, já que obriga as instituições financeiras a oferecerem descontos sobre o valor original da dívida no momento da renegociação.
De acordo com estimativas oficiais, o volume de recursos liberados por meio do FGTS pode chegar a R$ 8,2 bilhões.O Ministério da Fazenda informou que o programa já está em vigor, após a publicação da Medida Provisória nesta segunda-feira. Com isso, os interessados já podem procurar bancos e instituições financeiras para iniciar o processo de renegociação.
O público-alvo do Novo Desenrola são brasileiros com renda de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105. O programa prevê descontos nas dívidas e a possibilidade de substituição por créditos com juros mais baixos, facilitando o pagamento e a reorganização financeira das famílias.