
Uma audiência pública foi realizada na noite desta quinta (18), para tratar do Novo Ensino Médio. A reunião ocorreu na Câmara de Vereadores de Pinhalzinho e contou com a participação de pais, professores, estudantes e políticos. Várias questões foram levantadas; o aumento da carga horária, estrutura das unidades escolares, capacitação dos profissionais e a evasão escolar. A deputada e presidente da Comissão de Educação na Alesc, Luciane Carminatti (PT), apontou que os indicadores das escolas públicas do ensino médio, mostram que as reprovações, abandono e evasão estão sendo mais graves do que em anos anteriores.
“Já era grave e não melhorou e surgem várias dúvidas se tem a ver com a carga horário maior, a estrutura e o corte de bolsas de estudo. Precisamos ter certeza é que só vamos acertar se vamos ouvir, por isso, essas audiências são fundamentais. Se ampliar a carga horária dos alunos na mesma estrutura significa que não está sendo atividades atraentes além daquilo que era feito. Muitas escolas não têm salas, laboratórios e faltam espaços para as atividades. Vamos visitar as escolas e os professores estão preocupados por que não passaram por nenhuma formação e eles não estão preparados ainda para essa proposta”, explica.

Na audiência pública que tratou sobre o ensino médio, muitos alunos participaram da conversa – um deles é Vitor Ternus, que está no segundo ano. Em entrevista o estudante contou que o novo modelo está prejudicando os estudantes e muitos jovens não conseguem ingressar no mercado de trabalho devido a maior carga horária de estudo.
“A carga horária é um grande problema. As novas matérias estão prejudicando, muitas não estão nos ajudando e sentimos que outras que são fundamentais não estão na grade. Temos que ficar no contraturno na escola e muitos de nós não estamos conseguindo encontrar empregos porque as empresas não aceitam. Isso prejudica, queremos ter o nosso dinheiro e ter trabalho”, disse.
Sempre digo que a pauta da educação é ampla e demanda de muito conhecimento e responsabilidade quando debatemos. Tive a procura de muitos pais e professores que relataram muitas situações que não estão dando certo no novo ensino médio. Nesse espaço queremos ouvir a fala de quem está no chão da sala de aula. O objetivo final é encaminhar apontamentos para a consulta pública – disse a vereadora Fabiana Merigo, que fez o requerimento.

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