
Santa Catarina se consolida como um dos estados com melhor desempenho na inserção de profissionais com ensino superior no mercado de trabalho. Dados do terceiro trimestre de 2025 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) apontam que apenas 1,2% das pessoas com graduação no estado estavam desocupadas, a segunda menor taxa do Brasil.
O percentual catarinense é significativamente inferior à média nacional, que chega a 3%, e representa aproximadamente metade da taxa geral de desocupação do estado, que é de 2,3% considerando todos os níveis de escolaridade. O levantamento também revela um avanço expressivo ao longo da última década. Entre 2015 e 2025, a população ocupada em Santa Catarina com ensino superior cresceu 97%, praticamente dobrando no período.
Esse cenário positivo é um dos destaques da nova edição do Boletim Trimestral de Indicadores do Trabalho, lançada pela Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), por meio da Diretoria de Políticas Públicas. A publicação traz um estudo inédito sobre os trabalhadores com ensino superior em Santa Catarina, além de comparativos com as demais unidades da Federação e com a média nacional.
Outro dado relevante apresentado no boletim refere-se à informalidade. Entre os trabalhadores com nível superior completo, a taxa é de 14,1%, bem abaixo da média estadual de 24,9%. Em contraste, os trabalhadores sem instrução ou com menos de um ano de estudo registram índice de informalidade de 48,2%, evidenciando a relação direta entre escolaridade e acesso ao emprego formal.
Para o secretário de Estado do Planejamento, Fabricio Oliveira, os números refletem características estruturais da economia catarinense.
“Os resultados demonstram a diversidade produtiva de Santa Catarina, capaz de absorver profissionais qualificados, em diferentes setores. A complexidade econômica de nosso estado na produção de bens e serviços de alto valor agregado exige conhecimento e uso de tecnologias sofisticadas”, afirmou o secretário de Estado do Planejamento, Fabricio Oliveira.
O secretário também ressaltou o alinhamento dos dados com as diretrizes do governo estadual. Ele afirmou que a meta é garantir acesso à educação de qualidade, oportunidades qualificadas e maior estabilidade para os trabalhadores catarinenses.






