
Aos 11 anos, Miriã, de Sul Brasil, no Oeste de Santa Catarina, descobriu que tinha hepatite autoimune depois de um sangramento na gengiva. O que parecia ser um problema simples levou a uma série de exames e revelou uma doença que acompanharia ela por 26 anos.
Desde então, foram anos de tratamentos e acompanhamento médico. Nos últimos dois anos, porém, o quadro se agravou e Miriã precisou entrar na fila para um transplante.
Em 24 de abril, foi para Blumenau, onde ficaria à espera de um órgão compatível. A espera durou apenas quatro dias, quando recebeu a notícia de que receberia a doação. A data tinha ainda um significado especial: era o aniversário da mãe dela, Terezinha.
Depois da cirurgia, Miriã permaneceu 15 dias internada e passou outros 87 dias em acompanhamento antes de poder retornar para casa. O fígado transplantado veio de uma pessoa muito jovem que havia morrido. Miriã não conhece a família do doador, mas sabe que a decisão permitiu que ela tivesse uma nova oportunidade.
