
A crise política na Venezuela ganhou um novo capítulo após o TSJ (Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela) determinar que a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assuma interinamente a Presidência da República. A decisão foi tomada depois da prisão de Nicolás Maduro por autoridades dos Estados Unidos, o que, segundo a Corte, impede o chefe do Executivo de seguir no cargo.
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Ao anunciar a medida, a presidente do TSJ, Tania D’Amelio, afirmou que a escolha busca assegurar a continuidade administrativa do país e a preservação das instituições nacionais. Com isso, Delcy Rodríguez passa a ser a primeira mulher a ocupar o comando do Executivo venezuelano.
Em comunicado divulgado pela emissora pública do país, o tribunal determinou que a decisão seja informada imediatamente à nova presidente interina, ao Conselho de Defesa Nacional, ao Alto Comando Militar e ao Parlamento. O texto oficial, no entanto, não informa a data da cerimônia de posse.

A mudança no comando ocorre em meio a um cenário político delicado, já que a posse do novo Parlamento, com mandato até 2031 e maioria alinhada ao grupo de Maduro, estava prevista para segunda-feira (5).
Enquanto isso, Nicolás Maduro passou a primeira noite sob custódia em uma prisão federal no Brooklyn, em Nova York. Ele foi capturado em Caracas há menos de 24 horas e retirado do país em uma operação que envolveu aeronaves militares norte-americanas e forte esquema de segurança.
De acordo com informações divulgadas, Maduro deixou a capital venezuelana de helicóptero, seguiu para um ponto não revelado no Mar do Caribe e depois foi levado à Base Naval dos Estados Unidos na Baía de Guantánamo, em Cuba. Em seguida, foi transferido de avião para Nova York e conduzido até Manhattan.
A operação contou com a atuação de agentes do FBI (polícia federal de investigação) e da DEA (Administração de Repressão de Drogas dos Estados Unidos). Após os procedimentos de identificação, Maduro foi encaminhado ao Centro de Detenção Metropolitano, onde permanece preso.
O presidente venezuelano deverá comparecer ao tribunal federal de Manhattan na segunda-feira (5). Ele responde a acusações de narcoterrorismo, conspiração para enviar cocaína aos Estados Unidos e crimes ligados ao uso de armas automáticas. As próximas etapas do processo judicial devem ocorrer nos próximos dias, sob a análise de um juiz federal.










