
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (03) que forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro. A afirmação foi feita por meio de uma rede social, sem apresentação imediata de provas ou confirmação independente.
Pouco depois do anúncio, o governo venezuelano divulgou um comunicado afirmando que o país estava sob ataque. Segundo Caracas, Nicolás Maduro convocou forças sociais e políticas a ativarem planos de mobilização em todo o território nacional diante do que classificou como agressão externa.
No texto oficial, o governo informou que foi assinado um decreto de estado de Comoção Exterior, com o objetivo de proteger direitos da população, garantir o funcionamento das instituições republicanas e iniciar, de forma imediata, a luta armada. A nota conclama a população a se mobilizar para enfrentar o que chamou de agressão imperialista.
A Venezuela também acusou os Estados Unidos de tentarem se apropriar de recursos estratégicos, especialmente petróleo e minerais. No comunicado, o governo afirmou que Washington busca impor uma “guerra colonial” e promover uma “mudança de regime”, acrescentando que se reserva ao direito de exercer legítima defesa e solicitando solidariedade de países da América Latina e do Caribe.
A escalada de tensão se intensificou a partir de agosto, quando os Estados Unidos elevaram para US$50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro e ampliaram a presença militar no Mar do Caribe. Inicialmente, a Casa Branca alegou que a mobilização tinha foco no combate ao narcotráfico, mas autoridades americanas passaram a indicar, sob anonimato, que o objetivo seria derrubar o governo venezuelano.
Em novembro, Trump e Maduro chegaram a conversar por telefone, porém sem avanços. No mesmo período, os EUA classificaram o Cartel de los Soles como organização terrorista e acusaram o presidente venezuelano de liderar o grupo. Relatos da imprensa internacional também apontam o interesse americano nas reservas de petróleo da Venezuela, consideradas as maiores do mundo, além de apreensões recentes de navios petroleiros e bloqueios a embarcações sob sanções.










