
A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal (PF) deflagraram nesta quarta-feira (14) a Operação Templo Vendido, que apura suspeitas de subcontratações ilegais, superfaturamento de serviços e pagamento de vantagens indevidas por parte de uma Organização Social (OS) responsável pela administração de uma unidade de saúde em Santa Catarina.
Estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Federal de Florianópolis. As diligências ocorrem em sete cidades: Florianópolis, São José, Biguaçu, Palhoça, Criciúma, Araranguá (todas em SC) e Curitiba (PR).
A operação envolve 63 policiais federais e 10 auditores da CGU. Os investigados poderão responder por crimes como peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Contrato sob suspeita
O foco da investigação é um contrato firmado entre a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina e a referida OS, no valor total de R$ 196 milhões, para a gestão de uma unidade hospitalar entre 2018 e 2023. Segundo auditoria da CGU, a organização subcontratou empresas a ela ligadas, o que levanta indícios de direcionamento, superfaturamento e enriquecimento ilícito de dirigentes e ex-dirigentes da entidade.
Unidade de referência
A unidade de saúde sob gestão da OS investigada é referência materno-infantil no Sistema Único de Saúde (SUS) da região sul catarinense. Conta com 125 leitos, UTI pediátrica, UCI neonatal, maternidade, centro cirúrgico e ambulatórios de 21 especialidades médicas. Possui ainda um Banco de Leite Humano para atendimento a recém-nascidos e prematuros.
