
A noite de quinta-feira (02) foi marcada por movimentações políticas importantes em Santa Catarina. O então prefeito de Chapecó, João Rodrigues, oficializou sua renúncia ao cargo durante o jogo entre Chapecoense e Atlético-MG, válido pela nona rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. A decisão ocorre em meio ao projeto político de disputar o governo do Estado.
Antes de formalizar a saída, João Rodrigues participou de uma homenagem prestada por servidores municipais na sede da prefeitura. Em seu pronunciamento, destacou o legado de sua gestão e a ligação com a cidade.
“Deixo o cargo com o sentimento de que fizemos muita coisa por Chapecó, de que melhoramos a vida de muitas pessoas”, afirmou.
Ainda na quinta-feira, o ex-prefeito assinou a autorização para a elaboração do Museu da Chapecoense, que será instalado na Ala Leste da Arena Condá. O espaço levará o nome de Arthur Salvador Badalotti, primeiro presidente campeão estadual do clube, em 1977, e reunirá itens históricos como troféus, uniformes, registros audiovisuais e momentos marcantes da trajetória da Associação Chapecoense de Futebol, fundada em 1973. Entre os destaques, estarão episódios emblemáticos como o acidente aéreo de 2016 e a ascensão do clube da Série D à Série A.
A transição no Executivo chapecoense já tem data definida. O vice-prefeito, Valmor Scolari, assume oficialmente o cargo na próxima segunda-feira (6), às 15h, em cerimônia na Câmara de Vereadores.
No Norte do estado, outra mudança administrativa também ganhou destaque. Em Joinville, o governador Jorginho Mello participou da solenidade de transmissão de cargo do prefeito Adriano Silva para a vice-prefeita Rejane Gambin. O ato ocorreu no Centro de Convenções e Exposições Expoville e marcou a renúncia de Adriano, que passa a se dedicar como pré-candidato a vice-governador na chapa liderada por Jorginho Mello.
Adriano Silva passou o cargo para sua vice (Foto por Leo Munhoz/SecomGOVSC)As duas renúncias reforçam o início das articulações políticas visando as próximas eleições estaduais, com lideranças deixando cargos estratégicos para se posicionar na disputa eleitoral.











