
A CGE (Controladoria-Geral do Estado) vem consolidando, em Santa Catarina, uma estratégia de qualificação do gasto público baseada em atuação técnica, preventiva e colaborativa junto aos órgãos estaduais. Na área da Saúde, esse trabalho já apresenta resultados concretos, especialmente na modernização da gestão de contratos e na incorporação de tecnologias que fortalecem a eficiência e a transparência no uso dos recursos públicos.
Em cooperação com a SES (Secretaria de Estado da Saúde), a CGE contribuiu para o aprimoramento do modelo de contratação de lavanderias hospitalares que, nesta primeira etapa, atenderá quatro unidades próprias da rede estadual, o Hospital Doutor Waldomiro Colautti, em Ibirama, o Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, em Joinville, a Maternidade Dona Catarina Kuss, em Mafra, e a Maternidade Darcy Vargas, também em Joinville.
O novo formato contratual representa um avanço na gestão das atividades-meio da Saúde ao estabelecer que o pagamento seja vinculado à quantidade mensal de roupa limpa efetivamente disponibilizada às unidades hospitalares. Com isso, o modelo amplia a eficiência, fortalece os mecanismos de controle e direciona a administração pública para uma lógica mais moderna e orientada a resultados.
Outro ponto relevante é a adoção de tecnologia para o rastreamento do enxoval hospitalar, por meio de RFID (Identificação por Radiofrequência) ou solução similar. O sistema permite o acompanhamento individualizado das peças, otimiza os processos logísticos e reforça a transparência, oferecendo maior previsibilidade e segurança na prestação do serviço.
Para o Controlador-Geral do Estado, Freibergue Rubem do Nascimento, a iniciativa evidencia o potencial do controle interno quando integrado à gestão pública.
“A atuação da CGE tem como foco qualificar o gasto público e apoiar os órgãos na adoção de soluções mais eficientes e inovadoras. Nesse caso, a parceria com a Secretaria da Saúde resultou em ganhos concretos para a administração e em mais segurança e eficiência para os serviços prestados à população”, destacou.

Com apoio técnico da CGE, especialmente na revisão do procedimento de precificação do novo modelo de contratação, foi possível reduzir o preço referencial mesmo com a inclusão da tecnologia de rastreamento. A estimativa aponta para uma economia aproximada de R$10 milhões nos primeiros 24 meses de contrato, além de um benefício financeiro projetado em cerca de R$50 milhões ao longo de até 10 anos, conforme os limites previstos na Lei nº 14.133/2021.
O Secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, destaca que a iniciativa está alinhada a um processo contínuo de modernização iniciado em 2023.
“Estamos sempre desenvolvendo ações inovadoras para que a saúde pública seja, cada vez mais, eficiente e que os recursos sejam bem investidos, tanto para melhorar o bem-estar dos pacientes quanto o ambiente para os nossos colaboradores. Este é mais um exemplo do que começou em 2023 e estamos dando continuidade com mudanças que vão desde a infraestrutura até os fluxos internos”, destaca o Secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.










