
As larvas de algumas mariposas são popularmente conhecidas como taturanas. Normalmente os acidentes ocorrem após o contato com as cerdas pontiagudas, isso faz com que o veneno contido nos "espinhos" seja injetado na pessoa e possa levar a morte.
A dor geralmente é violenta, irradiando-se do local da "queimadura" para outras regiões do corpo. No caso das lonomias, algumas vezes aparecem complicações, como sangramento na gengiva e aparecimento de sangue na urina.
Nos últimos cinco anos foram registrados vários casos, inclusive de mortes, no Rio Grande do Sul e Santa Catarina atribuídos à espécie oblíqua, cujos espinhos venenosos em contato com a pele humana podem causar manchas escuras, além de hemorragias externa e interna com possíveis complicações fatais.
“As taturanas vivem em grupos e, durante o dia, estão nos troncos, confundindo-se com a cor/textura da casca. Por isso, prevenir é a melhor forma de evitar acidentes. Como por exemplo, manter o quintal ou terreno sempre limpo. Outra dica é pintar os troncos de árvores com cal pelo menos até um metro e meio acima do solo, recomenda a responsável pela vigilância epidemiológica de Pinhalzinho, Ivanete Althaus.
Enfermeira reforça que cuidados devem ser redobrados principalmente com crianças (Foto: Henrique Paulo Koch)Segundo o Instituto Butantan, ocorrem cerca de 500 casos por ano no Brasil, dos quais 0,5% resultam em morte. Há soro contra o veneno desta espécie desde 1996.
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