
A promessa de juntos na saúde e na doença foi levada ao pé da letra pelo casal Gelson Luis Pires, e sua esposa Rejane Maria Fresee Pires. Em tratamento conservador em função de problema nos rins desde os 30 anos, há quatro anos o advogado aposentado fazia diálise, mas o tratamento já não estava dando a resposta que precisava. E foi na companheira que ele encontrou a doadora compatível.
Com uma biópsia inconclusiva da condição de seus rins, Pires já estava com problemas no coração em função da pressão alta, além de sofrer com a bipolaridade. Um amigo indicou o nefrologista do Hospital Moinhos de Vento, David Saitovitch, especialista responsável pelo transplante.
“Foi um milagre, deu tudo certo. Os médicos dizem que foi melhor do que o esperado”, comemora.
Pai de duas filhas, Victoria, de 27, e Manuela, de 16, hoje o morador de Porto Alegre já pode fazer coisas que antes não conseguia mais fazer. “Eu nem me concentrava mais na leitura, agora tenho muito mais atividade”, revela.
O transplante
O procedimento ocorreu no início de dezembro. Desde 2019, a instituição hospitalar já realizou dois transplantes de doador vivo e outros três de órgãos de pessoas falecidas. O nefrologista David Saitovitch destaca a evolução.
“Hoje, a retirada é feita por videolaparoscopia, uma técnica minimamente invasiva. Antigamente, era necessário fazer uma grande incisão abaixo da costela do doador”, revela. Até o fim de 2023, a expectativa do especialista é que a intervenção ocorra por robótica.
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