
Na última semana agentes se depararam com uma pessoa dormindo sobre o acostamento numa rodovia. De imediato, os policiais se aproximaram para averiguar a situação.
Ao ser questionado, o homem disse que não se importava em ser atropelado porque sua vida não tinha mais sentido: estava desempregado, havia sido expulso de casa e seu filho, de apenas dois anos, estava internado.
Compreendendo que o momento era delicado, um dos PRFs utilizou conhecimentos de “rapport”, ou seja, criando uma postura de proximidade e afinidade, colocando-se na mesma condição do indivíduo (sentado), enquanto o restante da equipe realizava a segurança do perímetro e o controle total do fluxo em ambos os sentidos.
Durante a conversa, o rapaz contou sobre os problemas que enfrentava em seu cotidiano. Por inúmeros momentos, o desabafo era acompanhado de choro, porém, a cada lágrima, a sensação de alívio aumentava.
O cidadão refletiu e já pensava diferente. Um simples diálogo, onde escutar – por muitas vezes – é mais importante do que falar, foi suficiente para que ali, naquele momento, o morador sentisse vontade de viver.
Ao final, o SAMU compareceu ao local e o cidadão foi encaminhado ao atendimento médico para que pudesse ser acompanhado e orientado por profissionais da área de saúde a realizar o tratamento adequado.
Mês de conscientização
O Janeiro Branco é um movimento social dedicado à construção de uma cultura da Saúde Mental na humanidade. A cor branca foi escolhida por, simbolicamente, representar “folhas ou telas em branco” sobre as quais podemos projetar, escrever ou desenhar expectativas, desejos, histórias ou mudanças com as quais sonhamos e as quais desejamos concretizar.
Não sinta medo, muito menos vergonha. Se estiver precisando de ajuda, procure apoio!
Seja o primeiro a comentar.
O que os leitores estão lendo
1
2
3
4
5Escolhidas pelas curtidas dos leitores