As ações de contenção da Doença de Newcastle no Oeste de Santa Catarina avançam para a fase final. A Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina), por meio do Centro de Operações de Emergência em Saúde Animal (Coezoo), informou que os três focos comerciais identificados nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim já passaram por todos os procedimentos de despovoamento, limpeza e desinfecção. As propriedades estão atualmente em período de vazio sanitário.
As equipes da Cidasc e dos órgãos parceiros concluíram 100% das inspeções nas mais de 2.700 propriedades mapeadas na área da emergência. Também foram finalizadas todas as vistorias nos 202 estabelecimentos avícolas comerciais localizados na região afetada.
Até o momento, foram realizadas 91 análises laboratoriais. Apenas duas amostras ainda aguardam a conclusão do sequenciamento genético, etapa prevista pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para ser finalizada durante o feriado. Os resultados vão subsidiar estudos estatísticos e orientar as próximas medidas para a região.
O controle de trânsito permanece em funcionamento ininterrupto, com quatro barreiras sanitárias destinadas à fiscalização e desinfecção de veículos. A operação envolve aproximadamente 68 profissionais, entre médicos-veterinários, técnicos, assistentes e integrantes das forças de segurança.
Paralelamente, a Cidasc mantém atividades de educação sanitária, que já alcançaram milhares de estudantes e dezenas de estabelecimentos agropecuários na última semana. As ações terão continuidade nas próximas semanas, com orientações sobre biosseguridade e medidas preventivas para evitar novos registros da doença.
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A confirmação dos três focos ocorreu entre os dias 18 e 26 de outubro. Na sequência, entre 21 e 30 de outubro, foram realizados os procedimentos de despovoamento, que resultaram na eliminação sanitária de mais de 47 mil aves. Também foram executados o enterrio em valas profundas, a limpeza e a desinfecção das instalações.
Em 30 de outubro, as equipes concluíram todas as vistorias nas propriedades localizadas no raio de perifoco, de três quilômetros. Já em 1º de novembro, foi finalizada a vigilância epidemiológica nas mais de 2.700 propriedades mapeadas na área da emergência.
Os resultados das medidas sanitárias já refletem nas relações comerciais do setor. O México decidiu recentemente retomar as importações de produtos avícolas brasileiros, após as restrições relacionadas à ocorrência da doença.
Com a conclusão das vistorias e a expectativa de finalização das análises laboratoriais, a próxima etapa envolve os estudos estatísticos que vão orientar as estratégias de vigilância e as condições para a retomada plena dos mercados.
A Cidasc reforça que a manutenção dos cuidados de biosseguridade em toda a cadeia produtiva é fundamental para impedir novos focos e preservar a saúde animal, além de garantir a segurança sanitária da produção avícola catarinense.




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