
A procura dos brasileiros por crédito aumentou 57,17% em agosto de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Os dados são de um levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o SPC Brasil. Na comparação com julho deste ano, porém, o número de consultas realizadas pelo setor financeiro apresentou queda de 8,55%.
O levantamento também traçou o perfil dos consumidores que buscaram crédito durante o mês. Os homens representaram 53,40% das consultas, enquanto a faixa etária de 50 a 64 anos concentrou a maior participação, com 24,40%.
Apesar do volume de pessoas consultadas, apenas 1,75% contratou algum serviço de crédito. Entre essas operações, o empréstimo foi responsável por 79,26% das contratações, enquanto os financiamentos representaram 15,62%. Juntas, as duas modalidades corresponderam a 94,87% dos contratos identificados.
Outro dado destacado pelo levantamento é a situação cadastral dos consumidores no momento da consulta. Em agosto, 38,59% das pessoas analisadas apresentavam algum tipo de restrição ativa.
Na avaliação da CNDL e do SPC Brasil, o crescimento da procura por crédito ocorre em um cenário de maior pressão sobre o orçamento das famílias. Os representantes das entidades associam a maior procura por empréstimos às dificuldades enfrentadas pelos consumidores para equilibrar as despesas.
Entre os grupos financeiros que realizaram consultas, as atividades de intermediação monetária com depósitos à vista responderam por 33,34% do total. Em seguida aparecem as atividades auxiliares dos serviços financeiros, com 23,87%. Somados, os dois grupos representaram 57,21% das consultas.
A divisão regional mostra que o Sudeste teve a maior participação nas consultas realizadas em agosto, com 45,55%. O Nordeste apareceu na sequência, com 21,70%, seguido pelo Sul, com 17,81%.
Centro-Oeste e Norte responderam por 8,23% e 6,72% das consultas, respectivamente.
Para os representantes das entidades responsáveis pelo levantamento, os números reforçam a necessidade de atenção ao comportamento do crédito e ao nível de endividamento dos consumidores brasileiros.



