
A redução da carga tributária e a busca pelo equilíbrio fiscal aparecem como as principais prioridades apontadas pelo setor industrial brasileiro para o próximo governo federal. É o que revela uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta segunda-feira (22), com executivos de empresas de diferentes portes em todo o país.
Segundo o levantamento, 29% dos empresários consideram que a redução de impostos e a consolidação da reforma tributária devem ser a principal agenda do futuro presidente da República. Na sequência, 22% apontam o equilíbrio fiscal e a melhoria da gestão pública como medidas essenciais, enquanto 21% defendem mais incentivos à indústria e à produção.
Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, é fundamental que as políticas fiscal e monetária caminhem de forma coordenada para garantir um ambiente favorável ao desenvolvimento econômico.
“Quando a política fiscal e a política monetária não conversam entre si, as medidas para estimular o desenvolvimento produtivo se tornam menos efetivas. A indústria está pronta para fazer sua parte, mas precisamos de um Estado que escolha induzir o investimento produtivo, um Estado que planeje o desenvolvimento, fortaleça a produção e abra caminho para um Brasil mais próspero, inovador e de renda mais alta”, destacou em nota o presidente da CNI, Ricardo Alban.
Além das prioridades para o próximo governo, a pesquisa também identificou os principais desafios enfrentados pelas empresas. Entre os itens que compõem o chamado “Custo Brasil”, a redução de impostos foi novamente a medida mais citada, escolhida por 45% dos entrevistados. Em seguida aparecem a redução dos juros e a ampliação da oferta de crédito, lembradas por 26%, e os incentivos à indústria e à produção, com 21%.
Outro ponto de destaque é a preocupação com a taxa de juros. Para 72% dos empresários, a redução dos gastos públicos e da dívida é a principal condição para permitir uma queda sustentável dos juros no país. A autonomia do Banco Central foi mencionada por 11% dos participantes, enquanto 6% defendem maior concorrência entre os bancos.
A pesquisa, realizada pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, ouviu 1.003 executivos de indústrias de pequeno, médio e grande porte, entre os dias 7 de maio e 5 de junho de 2026, em todas as regiões do Brasil. O estudo traça as expectativas do setor para o ciclo de 2027 a 2030.











