
Santa Catarina encerrou o primeiro semestre de 2026 com saldo positivo na geração de empregos formais, mas em um ritmo mais moderado na comparação com o ano anterior. De janeiro a junho, o estado criou 63,2 mil novas vagas de trabalho com carteira assinada, resultado que representa uma redução em relação às 80,4 mil oportunidades abertas no mesmo período de 2025.
Os dados, divulgados pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), com base nas informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostram que, apesar da desaceleração, a economia catarinense segue com capacidade de gerar oportunidades e manter o mercado de trabalho aquecido.
A diferença entre os dois períodos representa uma queda de aproximadamente 21% no volume de novas vagas. O resultado indica uma perda de velocidade nas contratações, após um desempenho mais forte registrado no ano passado, quando Santa Catarina apresentou um dos melhores resultados recentes na geração de empregos formais.
Mesmo com o cenário mais cauteloso, setores importantes da economia estadual continuam contribuindo para a abertura de postos de trabalho. A indústria aparece entre os segmentos de maior participação, acompanhada por serviços e construção civil, que seguem movimentando a economia e absorvendo trabalhadores.
A desaceleração ocorre em um ambiente nacional marcado por desafios econômicos, como juros elevados, incertezas no cenário internacional e maior cautela por parte das empresas na tomada de decisões. Ainda assim, o saldo positivo mantém Santa Catarina entre os estados com melhor desempenho na geração de empregos formais.
O resultado também evidencia uma mudança no ritmo de expansão do mercado de trabalho, já que o estado continua contratando, mas em uma velocidade menor do que a registrada em anos anteriores.




