
A infraestrutura, que reúne áreas essenciais como transportes, saneamento, energia e comunicação, ainda é motivo de insatisfação para uma parcela significativa da população brasileira. Uma pesquisa internacional da Ipsos coloca o Brasil entre os países com as avaliações mais negativas sobre o setor.
O Global Infrastructure Index 2026 ouviu mais de 21 mil pessoas em 29 países. No Brasil, 45% dos participantes declararam estar insatisfeitos com a infraestrutura nacional, enquanto 26% disseram estar satisfeitos. A média mundial de insatisfação ficou em 30%.
O resultado coloca o Brasil entre as nações com as avaliações mais negativas, ao lado de países como Hungria, Espanha, Itália, Peru e Estados Unidos. Em sentido oposto, Singapura, Índia, Holanda, Polônia, Malásia e Chile aparecem entre os países com os maiores níveis de satisfação.
O levantamento aponta que 65% dos brasileiros consideram que o país não investe o suficiente para atender às necessidades de infraestrutura. Além disso, apenas 28% avaliam que o Brasil possui um bom histórico na execução e entrega de projetos.
Entre as prioridades indicadas pela população aparecem o abastecimento de água e o tratamento de esgoto, além da proteção contra inundações, ambos mencionados por 55% dos entrevistados. A ampliação da oferta de moradias foi citada por 46%.
Também foram apontadas melhorias em calçadas e espaços destinados aos pedestres, com 38%; rodovias e vias principais, com 34%; e infraestrutura para geração de energia solar, com 33%.
Apesar das críticas, 74% dos brasileiros reconhecem que os investimentos em infraestrutura podem gerar empregos e estimular a economia. Já 40% defendem o aumento dos gastos no setor, mesmo que a medida resulte em impostos ou custos maiores para os consumidores.



