
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça retirou o sigilo de parte dos procedimentos relacionados às investigações envolvendo o Banco Master. Mendonça é o relator dos processos e tomou a decisão após um pedido do presidente da Corte, ministro Edson Fachin.
Ao todo, 15 procedimentos tiveram o sigilo suprimido. Com a medida, os processos passam a estar disponíveis para os demais magistrados e também se tornam públicos. Permanecem sob sigilo apenas informações cuja divulgação possa comprometer diligências em andamento ou novas medidas investigativas.
A decisão ocorre em meio a uma crise interna no STF provocada por uma sequência de decisões tomadas por Mendonça no caso. Entre elas, o ministro havia tornado públicas supostas trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, sócio do Banco Master. O material deverá ser analisado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Nesta semana, Mendonça também determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada.
Na quarta-feira (9), o ministro Flávio Dino interveio no caso e suspendeu as decisões de Mendonça, determinando o retorno de Rodrigues e Almada aos cargos. A decisão ampliou o conflito em torno da condução do processo dentro do Supremo.
Posteriormente, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu anular tanto as medidas adotadas por Dino quanto as determinadas anteriormente por Mendonça em relação à direção da Polícia Federal.
Fachin também marcou para 15 de setembro a análise, pelo plenário do Supremo, do processo relatado por Mendonça que envolve as supostas conversas atribuídas a Moraes e Vorcaro. A decisão deverá levar o caso para uma avaliação coletiva dos ministros da Corte.



