
Em um recado direto ao Congresso e aos setores produtivos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta terça-feira (03), a construção de um pacto nacional para pôr fim à escala 6x1. A proposta, segundo ele, deve nascer de um entendimento entre trabalhadores, empresários e governo, antes de qualquer votação no Parlamento.
+ Impacto da redução na jornada em SC seria o sexto maior do país
A declaração foi feita durante a abertura da Segunda Conferência do Trabalho, realizada no Anhembi, na capital paulista, onde o evento segue até o próximo dia 5 reunindo representantes sindicais, empresariais e autoridades públicas.
Lula afirmou que, para os trabalhadores, será mais estratégico negociar previamente com o setor empresarial do que correr o risco de enfrentar um texto aprovado sem consenso.
“É melhor construir negociando do que ter que engolir algo aberto e depois recorrer à Justiça do Trabalho”, declarou, em tom de alerta.,
O presidente reforçou que um acordo tripartite daria mais segurança jurídica e previsibilidade econômica ao país. Para ele, o resultado ideal é aquele que nasce do diálogo estruturado e da construção coletiva, evitando conflitos posteriores.
Em meio às discussões sobre os impactos da mudança na jornada, Lula garantiu que o governo não adotará postura parcial. Segundo ele, a meta é proteger os direitos dos trabalhadores sem gerar desequilíbrios à economia brasileira.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, a conferência tem como foco estabelecer diretrizes para a promoção do trabalho decente e fortalecer o diálogo social, consolidando políticas públicas construídas com a participação direta dos diferentes setores envolvidos.



