
Estão prontos para votação em Plenário o Projeto de Lei Complementar (PLC) 21/2025 e o Projeto de Lei (PL) 671/2025, que tratam, respectivamente, de alterações no Programa Universidade Gratuita e no Fundo de Apoio à Manutenção e ao Desenvolvimento da Educação Superior (Fumdesc) — responsável pelo repasse de recursos para bolsas em instituições particulares de ensino superior.
A condição foi alcançada na manhã desta terça-feira (07), quando as matérias, de iniciativa do governo do Estado, receberam parecer favorável das comissões de Constituição e Justiça, Finanças e Tributação, e Educação e Cultura. A análise ocorreu em reunião conjunta dos colegiados, com o objetivo de agilizar a tramitação das propostas. Segundo o governo, as mudanças buscam reforçar a governança e aprimorar os mecanismos de fiscalização dos programas.
A leitura dos pareceres conjuntos foi feita pelo deputado Marcos Vieira (PSDB), presidente da Comissão de Finanças, que destacou a conformidade dos projetos com os requisitos técnicos e jurídicos. Vieira informou ainda que foram incorporadas duas emendas enviadas pelo governo, prevendo condições para permanência dos beneficiários, reajuste dos valores com base no IPCA e exigência de regularidade previdenciária das instituições participantes.
Também foram aprovadas emendas da deputada Luciane Carminatti (PT), garantindo que entre 1% e 3% dos recursos do Universidade Gratuita sejam destinados a bolsas de auxílio permanente, com início da aplicação em 2026. O percentual exato será definido por decreto do governador.
(Foto: Rodrigo Correa/Agência AL)Durante a discussão, alguns parlamentares manifestaram críticas, especialmente pela rejeição de uma emenda apresentada por Carminatti, que propunha reserva de vagas no Universidade Gratuita para candidatos pretos, pardos e indígenas.
O deputado Marquito (Psol) considerou que a proposta “seria justa para dar garantia de acesso ao ensino superior à parcela mais necessitada da população catarinense”. O mesmo entendimento foi compartilhado pelo deputado Rodrigo Minotto (PDT).
Já o deputado Fabiano da Luz (PT) questionou o limite patrimonial estabelecido para ingresso no programa, avaliando que o critério pode excluir estudantes de baixa renda.
“Acredito que futuramente vamos ter que revisar alguns pontos do Universidade Gratuita, porque vamos deixar muita gente sem acessar o programa”, disse.
(Foto: Rodrigo Correa/Agência AL)Por outro lado, o deputado Matheus Cadorin (Novo) declarou ser contrário ao próprio programa, argumentando que o ensino superior é responsabilidade do governo federal, e não do Estado. Ele também criticou “a destinação de novos recursos para alunos que já recebem bolsas integrais”.
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