A Cidasc confirmou oficialmente mais um foco da Doença de Newcastle em uma propriedade avícola de Nova Erechim, no Oeste catarinense. A confirmação valida a informação que já havia sido antecipada pela Rádio Centro Oeste, após a identificação da ocorrência durante o monitoramento sanitário realizado na região.
+ Quarto caso de Newcastle é confirmado em granja de Nova Erechim
O resultado foi confirmado a partir da análise de amostras coletadas no trabalho de vigilância das áreas atingidas pela doença. Com a confirmação, o Centro de Operações de Emergência em Saúde Animal (Coezoo), liderado pela Cidasc e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), iniciou a aplicação dos protocolos internacionais previstos para situações de emergência zoossanitária.
Na propriedade de Nova Erechim, serão adotados os mesmos procedimentos realizados nos outros estabelecimentos onde o vírus foi detectado. A primeira etapa será o despovoamento, com a retirada das aves. Na sequência, serão executados os trabalhos de limpeza e desinfecção das instalações, seguidos por um período de vazio sanitário, quando o local permanecerá sem alojamento de animais para garantir as condições sanitárias necessárias.
As propriedades com focos identificados em Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim, entre os dias 18 e 26 de outubro, já estão em período de vazio sanitário.
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De acordo com a Cidasc, as equipes já inspecionaram todas as mais de 2.700 propriedades mapeadas dentro das áreas de vigilância, estabelecidas em um raio de 10 quilômetros dos três focos inicialmente identificados.
Foi justamente por meio desse trabalho de monitoramento e coleta de amostras que as ocorrências foram identificadas. Segundo a defesa agropecuária, a atuação permitiu conter a disseminação do agente, que permanece restrito à área sob monitoramento.
A rapidez na identificação e no encerramento dos focos é considerada fundamental para preservar a avicultura catarinense e criar condições para a retomada das exportações o mais breve possível.
A Cidasc reforça que os produtores rurais devem manter rigorosamente as medidas de biosseguridade. As aves de produção precisam permanecer em ambientes telados, sem acesso a animais de vida livre, e receber água tratada e ração adequada. Os alimentos também devem ficar protegidos do contato com aves silvestres.
O acesso às áreas de produção deve ser restrito aos profissionais responsáveis pelo manejo dos animais. A orientação é que utilizem calçados exclusivos para esses ambientes e façam a higienização dos instrumentos e das roupas de trabalho.
Casos suspeitos de doenças de notificação obrigatória, como a Doença de Newcastle, devem ser comunicados ao escritório local da Cidasc ou registrados pelo sistema e-Sisbravet, disponível em https://sisbravet.agro.gov.br/.




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