
Depois de fechar 2024 com uma receita de R$24,9 bilhões, a Aurora Coop projeta encerrar 2025 com até 15% de crescimento. A cooperativa aposta no aumento da capacidade produtiva — com destaque para a nova planta de processados de frango em Chapecó (SC) — e no lançamento de produtos que devem reforçar sua presença nos mercados interno e externo.
Apesar da perspectiva positiva, os resultados poderiam ser ainda mais expressivos. A gripe aviária restringiu embarques para parceiros estratégicos, como União Europeia e China, que juntos respondem por cerca de um quarto das exportações da Aurora. A UE já voltou a comprar, mas o bloqueio chinês persiste desde maio.
“O impacto recai sobre as margens, já que parte da produção precisou ser redirecionada ao mercado interno e a destinos alternativos, com preços até 10% mais baixos”, explicou o diretor-presidente Neivor Canton, em entrevista à Coluna do Broadcast Agro.
Carne suína enfrenta barreiras
No segmento de carne suína, a Aurora Coop registrou aumento de 5% nos embarques no primeiro semestre, com margens consideradas adequadas. Porém, a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos inviabilizou as exportações ao país.
“O mercado americano remunerava bem, mas desistimos dele temporariamente”, afirmou Canton.
Expansão em lácteos
Outra frente de crescimento está no setor de lácteos. Em 2025, a Aurora incorporou a Gran Mestri, empresa especializada em queijos finos. A expectativa é dobrar a produção dessa linha em 12 meses e elevar em até 200 mil litros diários o processamento de leite, alcançando 1,7 milhão de litros por dia. Antes da aquisição, os lácteos representavam 17% da receita da cooperativa.
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