
O volume de vendas do comércio catarinense aumentou 6% entre janeiro e agosto deste ano em comparação com o mesmo período de 2024, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado coloca Santa Catarina como o segundo estado com maior crescimento no país, atrás apenas do Amapá, que registrou alta de 7,1%.
O desempenho catarinense ficou bem acima da média nacional, que apresentou elevação de 1,6% no período. O estado também superou os vizinhos Rio Grande do Sul (3,1%) e Paraná (2,6%), além de estados como Minas Gerais (1,5%), São Paulo (0,8%) e Rio de Janeiro, que teve retração de 2%.
Segundo o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, o resultado reflete o dinamismo da economia estadual e o aumento do poder de compra das famílias.
“O aquecimento do comércio retrata a forte geração de emprego e renda em Santa Catarina. Com mais dinheiro no bolso, o catarinense tem condições de fazer compras, adquirir bens e movimentar a economia. Nesse sentido, o Governo do Estado tem feito o dever de casa: estamos desburocratizando o ambiente de negócios, atraindo empresas e incentivando o investimento privado”, destacou Dreveck.
Os dados do IBGE apontam que o crescimento foi impulsionado principalmente pelo aumento do consumo das famílias em supermercados, lojas e farmácias. Entre os segmentos que mais cresceram estão artigos de uso pessoal e doméstico (12,4%), supermercados e hipermercados (7,5%) e artigos farmacêuticos, de perfumaria e cosméticos (4,7%).
Outros setores também registraram desempenho positivo, como tecidos, vestuário e calçados (4,5%) e combustíveis e lubrificantes (4%).
Por outro lado, alguns segmentos sentiram os efeitos do cenário econômico nacional e internacional. As vendas de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação caíram 5,7%, enquanto eletrodomésticos (-2,2%) e móveis (-1%) também tiveram retração no acumulado do ano.
Mesmo com essas oscilações, Dreveck ressalta que o estado mantém um ritmo de crescimento consistente.
“A economia brasileira está mostrando sinais de desaquecimento, principalmente pelos juros altos e cenário internacional desfavorável. Isso se reflete em Santa Catarina, porém o estado segue crescendo em patamar elevado, acima da média nacional. Ou seja, fruto de uma economia forte, diversificada e de um povo que é trabalhador e empreendedor”, completou o secretário.
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