Copom mantém Selic em 13,75% e mercado vê juros parados em dezembro
Banco Central interrompe sequência de cinco cortes; decisão foi unânime e comitê não sinalizou o próximo passo para a última reunião do ano, em 8 e 9 de dezembro
Resumo
- O Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano, em decisão unânime tomada na 282ª reunião do comitê.
- A decisão interrompe cinco cortes seguidos de 0,25 ponto percentual, iniciados em março, quando a taxa estava em 15%.
- O comunicado cita ambiente externo mais adverso, aceleração da inflação e expectativas afastadas da meta; o dólar fechou a R$ 5,45.
- Para dezembro, o comitê não sinalizou o próximo passo; a maioria dos analistas citados prevê manutenção, e parte não descarta corte de 0,25 ponto.
- Com os juros nesse patamar, o custo do crédito deve continuar alto, com reflexo no consumo e nos investimentos das empresas.
Sede do Banco Central, em Brasília, onde o Copom se reúne (foto de arquivo) — Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira, 4 de novembro, manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. Segundo o Banco Central, a decisão foi tomada na 282ª reunião do comitê. De acordo com o InfoMoney, a votação foi unânime.
Com a decisão, o BC interrompe uma sequência de cinco cortes seguidos de 0,25 ponto percentual, iniciada em março, quando a Selic estava em 15%. A última redução foi em setembro, de 14% para 13,75%, segundo a Band.
A manutenção era esperada pela maior parte do mercado. Segundo o InfoMoney, 33 dos 48 analistas ouvidos em pesquisa encerrada em 2 de novembro previam a Selic mantida em 13,75%.
O que diz o comunicado
No comunicado, o Copom afirmou que o ambiente externo ficou "mais adverso" e destacou a aceleração da inflação e o afastamento das expectativas em relação à meta, segundo o Times Brasil/CNBC.
As projeções do boletim Focus para a inflação de 2026 e 2027 chegaram a 5,2% e 4,8%, respectivamente, de acordo com o comunicado citado pelo InfoMoney. A projeção do próprio Copom para a inflação no segundo trimestre de 2028 subiu para 3,5%, segundo o Times Brasil.
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