
Preocupadas com o elevado preço do gás natural em Santa Catarina, representantes de indústrias consumidoras que integram a Infragás reuniram-se na última terça-feira (14) com a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) para discutir alternativas que possam aliviar os custos do insumo no estado.
O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destacou que o gás é um componente essencial na estrutura de custos de setores que dependem fortemente de energia, como o cerâmico.
“As indústrias fizeram investimentos significativos para adequar sua produção ao uso do gás, na expectativa de que os custos fossem atrativos. Ter um dos preços mais altos do país afeta a competitividade dessas empresas”, afirmou Seleme.
De acordo com o Ministério de Minas e Energia, em junho deste ano o gás natural distribuído pela SCGás ao segmento industrial catarinense era vendido a US$19,5 por milhão de BTUs (MMbtu) — o 5º valor mais alto entre as distribuidoras do país. O preço era três vezes maior que o do gás boliviano na fronteira com o Brasil. Em comparação internacional, o gás custava US$3,02/MMbtu nos Estados Unidos, US$10,79 no Reino Unido e US$12,59 na Alemanha.
Diante do cenário, a FIESC anunciou que vai aprofundar os estudos sobre o tema e propor soluções para sensibilizar o governo estadual e os agentes do mercado de gás. O objetivo é garantir maior competitividade às indústrias catarinenses e atrair investimentos para o estado.
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