
O turismo de inverno em Santa Catarina alcançou um marco inédito em 2025. De acordo com pesquisa da Fecomércio-SC, a Serra catarinense registrou o maior gasto médio por grupo de visitantes da história, saltando de R$2.824 para R$3.550, o maior número desde o início da série histórica em 2017.
O resultado reflete não apenas o potencial da região durante os meses mais frios, mas também as ações do Governo de Santa Catarina, que desde 2023 reconhece o inverno como uma estação turística oficial. Com o programa Estação Inverno, lançado pelo governador Jorginho Mello, o Estado passou a investir em campanhas promocionais, roteiros específicos e infraestrutura adequada, consolidando o frio como produto turístico estratégico.
“O recorde de gasto médio na Serra Catarinense em 2025 é a prova de que a estratégia para a Estação Inverno está dando resultados. Desde 2023, o Governo de Santa Catarina vem investindo na criação de uma política turística robusta, com campanhas, infraestrutura e ações internacionais ampliadas no último ano. Conseguimos transformar o frio em um produto turístico estratégico, reduzindo a sazonalidade e valorizando a Serra para além da alta temporada”, afirmou Catiane Seif, Secretária de Estado do Turismo.
Impactos econômicos e sociais do turismo de inverno
Os números da pesquisa comprovam o impacto direto do turismo na economia serrana. Em 2025, 36% dos gastos dos visitantes foram destinados à alimentação, 24% à hospedagem, e o restante a comércio (15%), lazer (13%) e transporte (12%). O ticket médio por estabelecimento chegou a R$354, representando crescimento de 25% em relação ao ano anterior.
Além de movimentar a economia, o turismo de inverno fortalece pequenos negócios, atrai novos investimentos e gera empregos, contribuindo também para a valorização cultural e gastronômica da Serra. A região se consolida como referência nacional em experiências ligadas ao frio, desde paisagens nevadas até enoturismo e gastronomia típica.
Destinos e atrativos mais procurados
Urubici foi o município mais escolhido para hospedagem (53,6%), seguido por São Joaquim (17,6%) e Lages (17,6%). Quanto ao tipo de acomodação, 52% optaram por hotéis, 24% por imóveis para aluguel e 7,2% por casas de amigos ou parentes. Entre os atrativos mais visitados estão o Morro da Igreja (8,3%), a Serra do Corvo Branco (7,2%) e a Serra do Rio do Rastro (6,6%).
O enoturismo também ganha destaque, com 11,9% dos turistas incluindo vinícolas e vinhedos em seus roteiros, reforçando a vocação da região para experiências ligadas à produção de vinhos de altitude. O governo estadual, por meio da Setur, tem investido no segmento com participação em feiras e campanhas específicas.
Serra catarinense no calendário turístico nacional
A pesquisa revela que o público do inverno na Serra difere do turista de verão no litoral. A presença de visitantes de outros estados cresceu de 37% para 39,4%, principalmente de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. A diversificação das atrações e a consolidação do inverno como produto turístico estratégico ampliam o interesse pelo destino e fortalecem o fluxo turístico na região.
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