
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta segunda-feira (20), a escolha do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) para ocupar o cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. A nomeação será oficializada na próxima edição do Diário Oficial da União (DOU), substituindo Márcio Macêdo, que ocupava a função desde o início do atual governo, em janeiro de 2023.
A Secretaria-Geral da Presidência é responsável por promover a interlocução entre o Palácio do Planalto, movimentos sociais e organizações da sociedade civil, sendo considerada uma das principais pontes do governo com as bases populares. O convite foi feito durante reunião no Palácio do Planalto com a presença de Macêdo, da ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e de Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social.
Aos 43 anos, Boulos assume a missão de reforçar o diálogo político com setores da sociedade civil organizada, campo no qual já construiu uma trajetória reconhecida no ativismo urbano. A nomeação marca um gesto político de Lula em direção ao PSOL e amplia o espaço de partidos progressistas no governo.
Filiado ao PSOL, Boulos foi candidato à Presidência da República em 2018, aos 35 anos, e disputou a Prefeitura de São Paulo em 2020 e novamente em 2024. Em 2022, foi eleito deputado federal por São Paulo com mais de 1 milhão de votos — o mais votado do estado e o segundo do país.
Com sua nomeação para a Secretaria-Geral, Boulos passa a integrar a Esplanada dos Ministérios e terá papel-chave na articulação entre o governo federal e os movimentos sociais. Sua chegada ao cargo é vista como um movimento estratégico de Lula para fortalecer a base social e ampliar os canais de escuta e mobilização popular, especialmente em um momento em que o governo busca consolidar avanços nas áreas sociais e enfrentar resistências no Congresso.
A substituição de Márcio Macêdo, que esteve à frente da pasta desde o início do governo, foi feita de forma consensual e com sua presença no anúncio oficial — sinalizando uma transição pacífica e acordada internamente. Com a mudança, o governo reforça a importância do diálogo social como pilar da atual gestão.
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