
A Rede Feminina de Combate ao Câncer de Florianópolis completou 40 anos de atuação em maio de 2026. Para marcar a trajetória da instituição, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) realizou uma sessão especial na noite de segunda-feira (26), com homenagens à entidade e a 26 pessoas ligadas ao trabalho desenvolvido ao longo das últimas quatro décadas.
Fundada em maio de 1986, a instituição oferece atendimento gratuito voltado à prevenção do câncer e ao cuidado com a saúde da mulher. Atualmente, cerca de 400 mulheres são atendidas por mês, com serviços que incluem exames preventivos, avaliações clínicas, palestras e ações de conscientização, especialmente sobre os cânceres de mama e do colo do útero.
A Rede conta com 75 voluntárias e recebe o apoio de profissionais da saúde, entre eles cinco médicos e três psicólogos voluntários. Também oferece acompanhamento nutricional às pacientes. A atuação faz parte de uma rede estadual que reúne 89 unidades femininas de combate ao câncer.
O trabalho da instituição envolve tanto a orientação para a detecção precoce da doença quanto o acolhimento das mulheres durante o enfrentamento do câncer. A presidente da Rede Feminina de Florianópolis, Maria Helena Agacy, afirma que o atendimento considera diferentes aspectos da saúde das pacientes.
“Entendemos que o câncer é uma doença multifacetada. Por isso, essa mulher precisa ser acolhida de todas as formas”, explicou.
Segundo Maria Helena, a entidade também orienta as mulheres sobre hábitos relacionados à saúde, como alimentação adequada, atividade física e qualidade do sono. Para ela, o trabalho voluntário é parte essencial desse atendimento.
“Ser voluntária da Rede Feminina é um trabalho de mulheres que ajudam mulheres por um propósito maior, que é a dedicação, o acolhimento e o amor”, afirmou.
Ao longo dos 40 anos, quase 80 mil mulheres passaram pela instituição, segundo a presidente. Ela destaca que a trajetória foi construída pela contribuição de voluntárias e profissionais que mantêm as atividades e o atendimento à comunidade.

A sessão especial foi proposta pelo presidente da Alesc, deputado Julio Garcia (PSD), e conduzida pelo deputado Mário Motta (PSD), que o representou na cerimônia.
Durante o evento, Motta destacou a contribuição da Rede para a prevenção e o enfrentamento do câncer, especialmente de mama e do colo do útero. O parlamentar também ressaltou que a atuação da entidade ultrapassou os limites de Florianópolis e serviu de referência para iniciativas semelhantes.
A primeira homenagem foi destinada à própria instituição, representada por Maria Helena Agacy, que também recebeu reconhecimento individual por sua atuação à frente da entidade.
Entre as homenageadas estavam as ex-presidentes Ivana Müller de São Thiago, Márcia Blini Barbosa, Sônia Mastella, Wanda Catharina Teixeira Mello e Zita Sander de Meireles, reconhecidas pela contribuição à história da Rede.
A solenidade também destacou integrantes da diretoria, profissionais da saúde e de outras áreas, coordenadoras de setores e voluntárias que participam das atividades da instituição.
Foram homenageadas Maria Albertina Schmitz Bonin, Sônia Locatelli Regis, Eliana Tabalipa Marques e Wilma Regina Regis, integrantes da diretoria. A equipe profissional foi representada pelo mastologista Carlos Eduardo Witoslawski Breda, pela enfermeira Cristiane Crescencio Curtius, pela advogada Iriana Custódia Koch e pela psicóloga Maria Edir de Oliveira dos Santos.
Também receberam reconhecimento Célia Márcia Pamplona de Queiroz, Kátia Cristina Santos Curti, Marlene Rocha Backes e Valdilene Iglésias Loureiro Penido, responsáveis por diferentes setores da entidade.
As voluntárias Eliane Dias da Silva, Glória Solange Witoslawski, Iara Trompowski Taulois, Miriam Silva da Fonseca, Nelma Silvia Varela Vieceli, Rosângela Salete Maciel Garbin e Vera Maria Karam Kleinubing também foram homenageadas. Luciano Hang recebeu reconhecimento pelo apoio à causa e à Rede Feminina de Combate ao Câncer.
Para Maria Helena, a homenagem representa o reconhecimento de um trabalho marcado por desafios diários, especialmente diante dos casos em que o diagnóstico ocorre tardiamente.
“Na nossa casa, é uma luta todos os dias. Convivemos com o amor, mas também com a dor, quando não conseguimos salvar uma vida ou quando uma mulher chega um pouco tarde para o diagnóstico e já não podemos ajudá-la como gostaríamos”, relatou.
A presidente também destacou a importância de dar visibilidade à atuação das voluntárias. Segundo ela, a continuidade do trabalho depende da dedicação coletiva e do compromisso com as mulheres atendidas.
Ao completar quatro décadas, a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Florianópolis mantém o foco na prevenção, na informação e no acolhimento, com atendimento gratuito e ações voltadas à saúde feminina.







