
Pelo menos 1,52 milhões de servidores federais atuam atualmente em regime de teletrabalho, seja de forma integral ou híbrida, segundo dados do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) obtidos pela organização Fiquem Sabendo por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). O contingente representa uma parcela significativa do funcionalismo público federal brasileiro.
Do total de trabalhadores em teletrabalho, cerca de 563 mil desempenham suas atividades integralmente em home office, enquanto aproximadamente 958 mil atuam em modelo híbrido, alternando entre trabalho presencial e remoto.
Os dados indicam que algumas agências reguladoras estão entre os órgãos com maior adesão ao teletrabalho. Na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), 97% dos servidores trabalham em regime híbrido. Na Agência Nacional do Cinema (Ancine), o índice chega a 88%, enquanto a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) registra 86% e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), 85%.
Por outro lado, órgãos que desempenham atividades com forte demanda de atendimento presencial mantêm grande parte dos servidores em suas unidades físicas. É o caso do Ministério da Previdência Social (MPS), onde 60% dos trabalhadores atuam presencialmente. Situação semelhante é observada no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que mantém parcela significativa do quadro em atendimento direto ao público.
O levantamento também mostra que militares, instituições federais de ensino e órgãos vinculados à Presidência da República, como o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a Casa Civil e a Secretaria de Comunicação Social (Secom), seguem operando predominantemente em regime presencial.
As informações encaminhadas pelo MGI abrangem cerca de 2,22 milhões de servidores vinculados ao Programa de Gestão e Desempenho (PGD), modelo que substitui o controle tradicional de jornada por um sistema baseado em metas, entregas e resultados.
A participação no programa permite a adoção do trabalho remoto, parcial ou integral, mediante autorização da chefia e desde que a modalidade contribua para a eficiência dos serviços prestados à população.
As planilhas disponibilizadas pelo governo detalham a quantidade de servidores em teletrabalho por órgão, além da distribuição dos trabalhadores entre ministérios, autarquias e demais instituições da administração pública federal.
