
Mais da metade dos brasileiros, cerca de 68%, afirma conhecer alguém que já sofreu um infarto. O percentual chega a 77% entre as pessoas mais velhas. Os dados fazem parte de um levantamento realizado pela Ipsos-Ipec, encomendado pela Novartis e divulgado na terça-feira (28), data marcada pelo Dia Mundial do Coração.
A pesquisa também mostra que 77% dos entrevistados concordam, total ou parcialmente, que é possível prevenir o infarto. Além disso, 76% discordam da afirmação de que a doença atinge apenas pessoas com mais de 60 anos.
Dados do Datasus, do Ministério da Saúde, apontam que cerca de 28 mil pessoas morreram em decorrência de infarto no primeiro semestre de 2026. A doença está entre as principais causas de morte no país e tem relação com diferentes fatores de risco, como tabagismo, sedentarismo, colesterol elevado e estresse.
Um dos principais fatores relacionados ao risco cardiovascular é o colesterol LDL, conhecido popularmente como “colesterol ruim”. Essa lipoproteína transporta colesterol do fígado para os tecidos e, quando presente em níveis elevados, pode favorecer o acúmulo de placas nas artérias, aumentando o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Por não apresentar sintomas na maioria dos casos, o colesterol elevado precisa ser identificado por meio de exames de sangue, como o lipidograma, que verifica os níveis de LDL, HDL, colesterol total e triglicerídeos.
Apesar de 78% dos brasileiros afirmarem já ter ouvido falar em colesterol LDL, apenas 54% reconhecem que níveis elevados aumentam o risco de infarto. Outros 36% disseram não saber avaliar a relação entre o colesterol LDL e a possibilidade de sofrer um infarto.
O levantamento aponta ainda que 63% dos entrevistados afirmaram ter mudado hábitos pensando na saúde do coração. Entre as mudanças estão a adoção de uma alimentação mais saudável, a prática de exercícios físicos e o abandono do cigarro.
A alimentação saudável foi citada por 68% dos entrevistados que adotaram novos hábitos. Em seguida aparece a prática de atividade física, mencionada por 64%. A redução do estresse foi citada por 44%, enquanto 36% passaram a realizar exames periódicos e 13% deixaram de fumar.
Outros 10% afirmaram ter adotado hábitos que não foram especificados no estudo. Já 1% não soube responder ou não se lembrava.
O percentual de pessoas que relataram mudanças de hábitos ficou abaixo do registrado na edição anterior da pesquisa, quando 64% afirmaram ter adotado novas práticas. A mudança foi mais observada entre pessoas das classes A e B e entre entrevistados com 45 anos ou mais.
Além do infarto, mudanças relacionadas à alimentação, atividade física, tabagismo e controle do estresse estão associadas à prevenção de diferentes doenças cardiovasculares, como hipertensão, arritmias, AVC e insuficiência cardíaca.



