
Nenhum município da Região Sul aparece entre as dez cidades mais violentas do Brasil em 2025. O ranking, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, considera municípios com mais de 100 mil habitantes e mostra que todas as primeiras colocações estão no Nordeste.
A lista faz parte da 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento utiliza a taxa de Mortes Violentas Intencionais (MVI), que reúne registros de homicídio doloso, feminicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais.
Maranguape, no Ceará, lidera o ranking nacional, com 100,3 mortes violentas para cada 100 mil habitantes. O índice é mais de cinco vezes superior à média brasileira, que ficou em 19,1 por 100 mil habitantes.
A Bahia concentra cinco dos dez municípios da lista. O Ceará aparece com três cidades, enquanto Pernambuco e Paraíba possuem uma cada. A taxa média do Nordeste chegou a 31,6 mortes violentas por 100 mil habitantes, a maior entre as regiões brasileiras.
O anuário relaciona os índices elevados à atuação e às disputas territoriais entre organizações criminosas. A localização próxima de portos, aeroportos e importantes rodovias também é apontada como fator estratégico para o interesse desses grupos.
Além de não possuir cidades entre as dez primeiras colocadas, a Região Sul tem Santa Catarina como destaque nacional. O estado apresentou a menor taxa de Mortes Violentas Intencionais do Brasil em 2025, com 7,6 casos por 100 mil habitantes. Na sequência aparecem São Paulo, com 7,8, e o Distrito Federal, com 9,6.
Em todo o país, foram contabilizadas 40.775 mortes violentas intencionais durante 2025. O número representa uma redução de 8,2% em comparação com 2024. A taxa nacional também ficou 31% abaixo da registrada em 2012, início da série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Os dados constam no 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado com informações fornecidas por órgãos oficiais de segurança. Apesar da posição favorável da Região Sul e de Santa Catarina, o levantamento não representa ausência de criminalidade, mas indica uma incidência proporcionalmente menor de mortes violentas.





