
O cooperativismo agropecuário segue desempenhando papel estratégico na economia de Santa Catarina e na presença do estado no mercado internacional. Em 2025, as cooperativas catarinenses foram responsáveis por 27,45% do valor total das exportações estaduais, movimentando mais de US$ 2,18 bilhões em receitas.
Os dados reforçam a importância do setor para o desempenho econômico catarinense. Em volume, as cooperativas responderam por 17,9% das exportações realizadas pelo estado ao longo do ano.
A proteína animal liderou a pauta exportadora do cooperativismo. Carnes suína e de frango representaram 76,59% do valor total exportado pelas cooperativas, gerando aproximadamente R$ 9,18 bilhões em negócios e somando mais de 717 mil toneladas embarcadas para mercados internacionais.
Além da forte participação financeira, as cooperativas também foram responsáveis por cerca de 39% das exportações catarinenses de aves e suínos, setores nos quais Santa Catarina ocupa posição de destaque nacional como maior exportador de carne suína e segundo maior exportador de carne de frango do país.
Os cereais in natura aparecem como o segundo principal segmento exportador do cooperativismo catarinense, representando 22,29% do valor comercializado internacionalmente. O setor movimentou cerca de R$ 2,67 bilhões e ultrapassou a marca de um milhão de toneladas exportadas.
A pauta exportadora também inclui produtos como fertilizantes, sementes, frutas, derivados lácteos e cereais processados. Em termos de volume, os cereais lideram os embarques, respondendo por mais da metade das toneladas exportadas pelas cooperativas.
Os produtos catarinenses chegam a diversos mercados internacionais. O Oriente Médio concentra a maior participação entre os destinos das exportações cooperativistas, seguido por Japão, África, China, América Centro-Sul, países da Ásia, América do Norte, Hong Kong, Coreia do Sul, Cingapura, região do Pacífico, Eurásia e Europa.
O desempenho evidencia a força do cooperativismo como modelo de organização produtiva e sua contribuição para a competitividade do agronegócio catarinense nos mercados globais.







