
A sensação de isolamento é compartilhada pela população da região Oeste desde sempre, e fatos históricos a justificam. Já ia longe o século 20 e o Oeste era desconhecido pelo próprio Estado de Santa Catarina, tanto que foi necessário ao governador Adolfo Konder realizar uma viagem de reconhecimento – em lombo de burro – em 1929. A “Bandeira Konder” também objetivava marcar presença em um território que ainda era cobiçado pelo Paraná e pela Argentina. Foram construídas as primeiras estradas e escolas.
Somente décadas mais tarde esta agenda andaria com a criação, pelo Governo do Estado, de uma Secretaria, que possuía orçamento próprio e autonomia administrativa. A infraestrutura deu um salto, assim como projetos de extensão rural, o que sustentou a forte expansão da agroindústria. A construção dos principais trechos das BRs 163, 282 e 470 conectaram a região ao litoral e permitem o acesso aos portos.
Mas não se avançou muito depois disso, e em alguns casos houve retrocesso. Não há mais ferrovias e a infraestrutura rodoviária está defasada em 30 anos. A melhoria imediata da infraestrutura regional passa pelas estradas. Com volume médio diário de 150 mil veículos.
Pontos críticos permanecem na rodovia SC-160 entre as cidades de Pinhalzinho e Modelo, locais esperaram por melhorias há vários anos e nada aconteceu.
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