
O julgamento envolvendo o caso Banco Master ganhou novos contornos no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (16), após uma dura manifestação do ministro André Mendonça. Relator dos processos relacionados à investigação, o magistrado classificou o esquema apurado pela Polícia Federal como a “maior fraude do país”, afirmando ainda que o caso apresenta “contornos de máfia”.
A declaração foi feita durante sessão da Segunda Turma do STF, em meio a um embate entre Mendonça e o ministro Gilmar Mendes sobre a condução das investigações e das prisões determinadas no processo. Ao defender as medidas adotadas, Mendonça argumentou que as decisões foram fundamentadas em um amplo conjunto de provas e em elementos que indicariam tentativas de intimidação e perseguição de testemunhas.
O ministro também respondeu de forma contundente às críticas de Gilmar Mendes, que demonstrou preocupação com o uso de prisões preventivas no decorrer da apuração. Mendonça afirmou que não utiliza prisões para forçar colaborações e rejeitou qualquer comparação das investigações com práticas questionadas em operações anteriores.
A troca de declarações evidenciou o clima de tensão no plenário e colocou ainda mais holofotes sobre uma das investigações financeiras de maior repercussão dos últimos anos. Apesar das divergências, a posição do relator prevaleceu na Segunda Turma.
Por maioria, os ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques acompanharam o voto de André Mendonça, formando placar de 3 votos a 1 pela manutenção das medidas questionadas. Gilmar Mendes foi o único a divergir.
As investigações relacionadas ao Banco Master apuram suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro, corrupção e obstrução de Justiça. A Polícia Federal sustenta que o esquema movimentou valores expressivos e teria envolvido uma estrutura complexa para ocultação de operações e patrimônio.








