
A cidade de São Miguel do Oeste sediou, na noite desta sexta-feira (8), a terceira audiência pública de um ciclo de encontros promovido pela Comissão de Proteção, Defesa e Bem-Estar Animal da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. O objetivo da iniciativa é percorrer diferentes regiões catarinenses para levantar demandas e construir propostas voltadas à proteção animal.
O evento foi realizado na Câmara de Vereadores do município e contou com a presença de autoridades, representantes de entidades protetoras, ativistas e moradores da região. A audiência foi proposta pelo deputado estadual Marcius Machado.
Entre os principais assuntos debatidos estiveram o combate aos maus-tratos, a adoção responsável, o controle populacional de cães e gatos por meio da castração e o fortalecimento das organizações que atuam na defesa animal.
Durante a audiência, o parlamentar destacou que as informações coletadas nos encontros servirão de base para a elaboração de projetos de lei e ações mais alinhadas à realidade de cada região. Segundo ele, iniciativas como campanhas de conscientização e programas de castração são fundamentais para reduzir o abandono e promover o respeito aos animais.
Marcius Machado também anunciou que todas as propostas apresentadas nas audiências públicas serão debatidas no 4º Fórum Catarinense de Proteção e Bem-Estar Animal, marcado para o dia 10 de junho, na sede da Alesc, em Florianópolis.
Outro ponto destacado pelo deputado foi a necessidade de um censo animal em Santa Catarina. Conforme explicou, a falta de dados sobre animais domiciliados, comunitários e semidomiciliados dificulta a criação de políticas públicas mais eficientes.
A vereadora Silvia Terezinha Kuhn reforçou a importância da conscientização da população para combater os maus-tratos e incentivar a castração. Segundo ela, a educação da sociedade é essencial para que os animais sejam tratados com mais respeito e responsabilidade.
Representando a ONG Amigo Bicho, Rodrigo Ferreira afirmou que ainda há desafios relacionados à conscientização da comunidade e à integração entre poder público, entidades protetoras e população.
Já a presidente da ONG Amigos da Daisy, Diana Daisy Brooklyn, relatou as dificuldades enfrentadas pelas protetoras em atendimentos de emergência, principalmente pela falta de recursos financeiros, estrutura e apoio veterinário gratuito.
A audiência também abriu espaço para iniciativas voltadas a animais com necessidades especiais. Representando o projeto Patinhas Especiais, Eliane Giehl destacou o trabalho desenvolvido com animais vítimas de abandono e maus-tratos que necessitam de cuidados permanentes.
Segundo a protetora, além da falta de adoções, ainda existe pouco reconhecimento sobre a importância de garantir qualidade de vida e acolhimento a animais com deficiência ou necessidades especiais.











