
A filha de Valmir Rodrigo Pegoraro, Marielly, afirmou antes do início do júri popular do pai que ele deve responder pelo crime que cometeu, mas pediu que o julgamento ocorra de forma justa. A declaração foi dada nesta sexta-feira (10), no Fórum de Ponte Serrada, no Oeste de Santa Catarina.
“Eu espero que seja feito tudo de forma justa, que seja feita acima de tudo a vontade de Deus e a vontade do homem também, porque o que ele fez ele tem que pagar”, disse.
Marielly destacou ainda que a família não está no local para defender o crime. “Nós não estamos aqui para apoiar o crime que ele fez, mas sim para apoiar a pessoa que ele é. Eu tenho ele no meu coração como o meu pai, o meu pai que me criou, que me cuidou, que sempre me amou”, afirmou.
Ela também comentou sobre a forma como o pai vem sendo visto publicamente. “O meu pai nunca teve histórico de violência. Ele não é um monstro como dizem. As pessoas julgam pelo que veem na internet e isso não é a verdade”, declarou.
Familiares da vítima, Hosana Esmeralda Silva Pegoraro, levaram para o julgamento uma camiseta branca com o rosto da menina e pediram por justiça. A criança tinha 1 ano e 9 meses quando foi morta pelo pai, no ano passado.
O julgamento ocorre sob segredo de justiça e não pode ser acompanhado pelo público nem pela imprensa. Não há previsão de término da sessão. Valmir responde pelos crimes de feminicídio, sequestro e ocultação de cadáver. O caso, que gerou forte comoção na região, aconteceu em 25 de maio de 2025.
Segundo as investigações, o homem, de 41 anos, fugiu com a filha do interior de Abelardo Luz, entrou em uma área de mata e matou a criança já no município de Vargeão. O corpo de Hosana foi localizado no dia seguinte, na linha Copinha, próximo à divisa com Faxinal dos Guedes.










