
Os pais do menino Jonatas Openkoski da cidade de Joinville, que morreu aos cinco anos em janeiro após lutar contra Atrofia Muscular Espinhal (AME), foram condenados pela Justiça catarinense por estelionato e apropriação de bens.
O casal foi acusado de usar parte dos cerca de R$ 3 milhões arrecadados na campanha, feita para ajudar no tratamento do menino, para outros fins, como academia, skate, roupas e carro.
“A campanha mobilizou a sociedade e teve alcance nacional e até mesmo internacional, arrecadando - aproximadamente - o valor inicialmente desejado já nos primeiros meses de divulgação. Ocorre que, após notoriedade do caso e do vultoso valor arrecadado, apontou o Ministério Público, houve diversos fatos no sentido de que os réus mantiveram em erro apoiadores da ação e utilizaram parte do montante arrecadado para compra de serviços e bens de uso pessoal que em nada se relacionavam ao tratamento médico do menino”, acrescentou o juiz Paulo Eduardo Huergo Farah.
O pai recebeu pena de 44 anos e 29 dias de prisão em regime fechado. Já a mãe foi condenada a 26 anos, 11 meses e 13 dias de detenção.
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